A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) informou nesta segunda-feira (12) que vai enviar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) novos dados contra o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
“A campanha desde já esclarece que encaminhará ao TSE novo relatório técnico sobre o canal, inclusive com o espalhamento em tempo real que realizou, com a conservação de grande parte do conteúdo que Janones apagou”, escreveu.
O presidente do Tribunal, Nunes Marques, havia determinado no domingo (11) a suspensão do canal que reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atendendo a um pedido de Flávio. A decisão valeria até o fim do segundo turno das eleições. No mesmo dia, porém, o canal foi reestabelecido após a corregedoria do TSE contrariar a decisão do ministro.
Em nota nesta tarde, a campanha do candidato do PL alega que o canal ativo é usado para “disseminação de fake news e ataques com participação de duas milhões de pessoas”.
No comunicado, pontua que Janones disse que não divulgaria “uma única fake news até o final da campanha” e que, “42 minutos depois”, apagou “219 publicações em 18 minutos” após divulgação de notícias sobre um possível questionamento judicial do canal.
“Entre as mensagens apagadas estavam os links e as ordens que ligavam o canal a vídeos sobre a falsa informação do cancelamento do reajuste do Bolsa Família e de redução de aposentadorias”, afirma.
