Ministros ouvidos pela coluna veem indícios de favorecimento ao presidente Lula em decisões de uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os magistrados atribuem essa postura a Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques e Ricardo Villas Bôas Cueva.
Desde o resultado do primeiro turno, o clima no tribunal é “tenso”, segundo interlocutores, que também relatam desconfiança em relação a decisões na Corte.
Nesse contexto, o presidente do TSE, Nunes Marques, convidou as campanhas de Lula e Flávio para dialogarem diante das sucessivas ações apresentadas pelas duas candidaturas à Corte.
Decisões citadas sobre TSE e Lula
Em 11 de outubro, Cueva restabeleceu provisoriamente o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. A suspensão havia sido determinada por Nunes Marques.
Há, ainda, menções à liminar de Estela que alterou as regras do debate presidencial da TV Globo, em 1º de outubro, mesmo a campanha tendo aceitado as normas.
A pedido da coligação do petista, ela proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio identificado com o nome de Lula e impediu perguntas dirigidas ao candidato ausente.
Relatos também remetem a um julgamento de agosto, no qual Azevedo Marques, Estela e Cueva integraram a maioria que determinou a retirada de um vídeo de Flávio que associava Lula a organizações criminosas.
