O Manchester City venceu o Liverpool por 3 a 0 no último domingo, 11, em pleno Anfield, mas o placar elástico não mascara a maior crise institucional da história do clube. Longe dos gramados, a equipe lida com desdobramentos que três pontos na tabela não resolvem.
Discursos protocolares x gravidade dos fatos
Após a partida, elenco e comissão técnica tentaram blindar o ambiente com as respostas de sempre. Questionado sobre a situação, Erling Haaland resumiu o esforço do grupo para focar apenas no jogo: “É importante permanecer mentalmente forte, nos mantermos unidos e fazermos algo naquilo sobre o que temos controle, e o que temos controle é jogar um bom futebol e lutar juntos”.
Na mesma linha, o técnico Enzo Maresca tratou a pressão externa como algo normal e disse que sua mensagem aos jogadores foi clara: “O ruído sempre estará lá, então a questão é como lidamos com ele. O nosso ruído é vencer partidas do jeito que vencemos hoje e ser felizes”.
Números sob investigação
As punições têm como base o relatório de um painel independente, que concluiu que o City cometeu irregularidades financeiras seguidas ao longo de quase uma década. O clube contesta a decisão e afirma que é inocente.
Durante os nove anos investigados, o Manchester City gastou mais de £ 1,2 bilhão em contratações, cerca de 50% a mais do que qualquer outro rival na Inglaterra. Foi justamente nesse período que a equipe dominou o futebol inglês e conquistou seis títulos de liga em sete temporadas.
