A estátua do Cristo Redentor completa 95 anos nesta segunda-feira (12). Eleita uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, a construção de 38 metros de altura atrai cerca de 1,5 milhão de turistas todos os anos ao Rio de Janeiro e foi pensada para resistir ao tempo, suportando até os mais fortes furacões - algo incomum no Brasil.
Da ideia à concepção, foram 28 anos - com campanhas para arrecadação de fundos e engenheiro “morando” no morro do Corcovado durante os 5 anos que antecederam a inauguração, devido às dificuldades de acesso ao terreno a 700 metros de altura.
Quase três décadas para sair do papel
A ideia aparece pela primeira vez em um poema do padre Pierre-Marie Boss, publicado no prólogo da edição de 1903 do livro “Imitação de Cristo”. Em 1918 ganhou força a proposta do Círculo Católico do Rio de Janeiro de que o monumento se tornasse realidade para as comemorações do centenário da independência do Brasil. Para isso, foi iniciada uma campanha pedindo doações ao povo.
Em 1922, a escritora Laurita Lacerda e mais de vinte mil mulheres apresentaram ao então presidente Epitácio Pessoa um abaixo-assinado pedindo a autorização para a construção do Cristo Redentor. Foram utilizados 2.500 contos de réis, o que equivaleria a aproximadamente R$ 9,5 milhões em valores atuais. Em 1929, enquanto as obras eram executadas, uma segunda campanha de arrecadação foi realizada, recebendo mais 500 contos de réis.
