O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou que a Rússia interferiu no referendo de 2016 que determinou a saída do país da União Europeia. O governo britânico, entretanto, esclareceu que não há evidências de que a atuação de Moscou tenha alterado o resultado da votação, vencida pelos defensores do Brexit por 52% a 48%.
Integrante do Partido Trabalhista (Labour), Burnham assumiu o poder em 20 de julho de 2026, em substituição a Keir Starmer. Em entrevista ao podcast The Rest Is Politics, neste domingo, 11, ele relatou que solicitou informações sobre a possível participação russa no processo eleitoral assim que chegou ao cargo.
“Fiz a seguinte pergunta ao chegar a Downing Street: houve interferência da Rússia no referendo de 2016? E recebi a resposta clara de que sim, houve."
O premiê não apresentou documentos nem especificou quais ações teriam sido realizadas pelo Kremlin. Sua declaração representa a primeira ocasião em que um chefe de governo britânico reconhece publicamente a existência de interferência russa no plebiscito.
Burnham também advertiu que campanhas de desinformação atribuídas à Rússia continuam a atingir democracias europeias. O primeiro-ministro afirmou ter discutido o assunto com o chanceler alemão Friedrich Merz e mencionou riscos semelhantes para a França.
