O jovem Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morto com 27 tiros durante uma abordagem da Polícia Militar no último sábado (10) em Moema, na zona Sul de São Paulo, se preparava para prestar vestibular para engenharia mecânica.
Em entrevista à CNN Brasil, a prima do jovem, que preferiu não se identificar, o descreveu como uma pessoa doce, divertida e prestativa, que costumava ajudar os familiares.
Segundo ela, Gustavo passava muitos fins de semana com a avó, de 90 anos, para ajudá-la nos cuidados diários. Ele também cuidava dos primos mais novos e dos animais da família.
Em nota divulgada neste domingo (11), a defesa do jovem afirmou acompanhar o andamento das investigações e colaborar com as autoridades para esclarecer as circunstâncias da morte. A advogada também informou que está tomando medidas jurídicas para preservar as provas relacionadas ao caso.
A defesa questiona a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência e classifica a ação como desproporcional.
O registro da ocorrência mostra que os agentes efetuaram 45 disparos, dos quais 27 atingiram o jovem, após confundirem um aparelho celular com uma arma de fogo.
Segundo informações da investigação, o Corpo de Bombeiros foi acionado após uma denúncia de que um jovem estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida no local. Uma viatura com quatro policiais militares foi enviada por volta das 2h45 de sábado.
