Autoridades dos Estados Unidos fizeram buscas na casa da deputada democrata Ilhan Omar, do estado de Minnesota, na madrugada desta segunda-feira (12). A operação faz parte de uma investigação federal em andamento, segundo o Departamento de Justiça americano.
Uma pessoa familiarizada com o caso disse à Reuters que a busca decorre de uma investigação criminal relacionada a uma possível fraude migratória. Parte das apurações envolve documentos de imigração da parlamentar, nascida na Somália, que teriam sido preenchidos por seu falecido pai quando ela ainda era criança.
Em comunicado, um porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que agentes do HSI (Investigações de Segurança Interna), órgão ligado ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), cumpriram um mandado de busca autorizado pela Justiça na região de Washington. O departamento não detalhou o objeto da investigação.
Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, disse à emissora Fox Business Network que o Departamento de Justiça conduz a investigação em conjunto com o Departamento de Segurança Interna. Ele não deu detalhes sobre o caso.
Um representante de Omar não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
A operação ocorre pouco mais de três semanas antes das Eleições de Meio de Mandato, marcadas para 3 de novembro. O Partido Republicano tentará manter suas estreitas maiorias no Congresso.
