Existem passagens subterrâneas em São Paulo há mais de cem anos e a primeira câmara para energia foi inaugurada ainda em 1925, pela empresa canadense Light and Power Company. Hoje em dia toda a organização é administrada pelo grupo italiano Enel. Os fios enterrados abaixo do solo representam menos exposição aos ventos e chuvas, diminuindo o impacto das mudanças climáticas e os eventos extremos.
A região central da capital paulista concentra a maior parte da infraestrutura para distribuição de energia por ‘debaixo da terra’. Nos anos 50, o sistema foi modernizado com a inauguração de uma câmara reticulada Paula Souza. Reticulado é um modelo de mais confiabilidade e com redundância, ou seja, se algo não funcionar, outro cabo liga em algum transformador em outro ponto.
Somente 5% de todos clientes da empresa, cerca de 430 mil consumidores, recebem a carga de forma subterrânea. Mas é uma fatia com alto consumo (alto poder aquisitivo), além de hospitais e prédios históricos, que representa mais de 20% de toda eletricidade distribuída pela Enel.
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“A importância do subterrâneo é muito grande, principalmente pela robustez e resiliência do circuito, além da demanda. O subterrâneo concentra grande carga em pouco espaço, fora a questão visual e estética da cidade” diz Eliomar Ferreira, engenheiro especialista da Enel.
