A busca pelo menor custo por arroba produzida na terminação de bovinos vai além do ajuste fino dos ingredientes no software de formulação. O zootecnista Maurício Scoton afirma que falhas na rotina operacional do confinamento são as verdadeiras vilãs da rentabilidade, provocando perdas invisíveis que elevam a conta do pecuarista.
Segundo o especialista, existem “três dietas” na fazenda: a formulada no computador pelo nutricionista, a efetivamente misturada pelo operador no vagão e a entregue no cocho para o lote.
Dados do levantamento Confina Brasil, realizado pela Scot Consultoria, mostram um forte descompasso de gestão: enquanto nove em cada dez confinamentos contratam consultoria nutricional, apenas um em cada dez investe em consultoria operacional e financeira.
Erros operacionais impactam a rentabilidade
Na prática, ajusta-se a porcentagem de milho em frações decimais na receita teórica, mas erros de balança e falta de rigor no carregamento resultam em porcentagens oscilantes no cocho dia após dia. Quando a curva de consumo oscila, com sobra excessiva ou cocho esgotado (subalimentação), a conversão alimentar despenca, e o custo fixo diário por cabeça dispara.
Para estancar o desperdício de insumos e garantir a previsibilidade do ganho de peso diário (GMD), Scoton recomenda focar no controle de quatro indicadores fundamentais na rotina da fábrica e dos tratores.
