Cem anos e ainda de pé. A usina Henry Borden, inaugurada em 1926, na Serra do Mar, foi um marco na engenharia global e, por mais de 40 anos, foi a maior e mais moderna usina hidrelétrica de todo o Hemisfério Sul.
Na história centenária, a hidrelétrica passou por guerras, transformações e marcou o litoral de São Paulo, fazendo a ligação entre Cubatão, no Litoral, e o planalto com uma espécie de transporte que lembra uma montanha russa de tão íngreme (até 45º de inclinação): o funicular.
A engenharia na obra usou o desnível de quase 1km da Serra do Mar para produzir energia que até hoje atende o Brasil como um todo, pois está conectada ao SIN (Sistema Interligado Nacional) e serve de ‘bateria’.
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Quando o Brasil está demandando energia demais, principalmente quando as placas solares saem de cena, durante a noite, a Henry Borden gera energia para o país dar conta da carga. Em apenas 15 minutos, a usina consegue entregar toda capacidade máxima disponível.
O complexo antes chamado de Cubatão e, posteriormente, batizado de Henry Borden, em homenagem a um executivo da então Light, é composto por uma usina subterrânea e uma externa. Cerca de seis mil homens trabalharam para a construção do complexo.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, quando São Paulo entrou em guerra contra o restante do Brasil, a usina foi bombardeada. Mas a bomba que caiu acima das máquinas e das turbinas não explodiu.
