A Microsoft anunciou o Maia 300, sua terceira geração de chips próprios para inteligência artificial, e planeja implantar potencialmente mais de 1 milhão de unidades no próximo ano. A iniciativa busca ampliar o processamento de seus serviços e reduzir os custos de operação.
Segundo a Reuters, o projeto também pretende diminuir a dependência de fornecedores como a Nvidia. Para isso, a empresa adotou uma arquitetura que combina componentes especializados, fabricados com diferentes tecnologias.
Como funciona o Maia 300
O Maia 300 foi projetado para processar tarefas de inteligência artificial, desde a programação até atividades empresariais complexas executadas em nome dos usuários. A geração anterior já é usada pela Microsoft para rodar seus próprios modelos de IA e os da OpenAI oferecidos na nuvem Azure. Com a nova versão, a empresa também aposta em uma arquitetura diferente da adotada pela Nvidia.
Em vez de concentrar o processamento em um único chip grande, acompanhado por memória de alta velocidade, a Microsoft reúne pequenos circuitos especializados, chamados chiplets, que trabalham em conjunto. Essa abordagem permite combinar tecnologias de fabricação conforme a função de cada componente.
O núcleo responsável pelos cálculos utiliza a tecnologia de 2 nanômetros da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC). A medida se refere à tecnologia de fabricação dos circuitos, não ao tamanho total do chip.
