Durante muito tempo, a relação entre uma operadora de celular e um jogo parecia simples: a operadora oferecia internet e o jogador consumia essa conexão para jogar.
Essa lógica está mudando.
Cada vez mais, games aparecem dentro de ofertas de telecom, planos de assinatura, benefícios, bundles e programas de relacionamento. E existe uma razão bastante objetiva para isso: o jogo pode ser muito mais valioso para uma empresa do que simplesmente gerar consumo de dados.
Ele pode ajudar a conquistar clientes, aumentar o valor percebido de um plano, reduzir churn e criar novas oportunidades de receita.
É aí que games e telecom começam a fazer muito sentido juntos.
O celular já é uma porta de entrada para os games
Para uma parcela enorme dos jogadores, principalmente em mercados como o Brasil, o primeiro contato com games não acontece em um console de centenas de dólares.
Acontece no celular.
O smartphone já está no bolso do consumidor, conectado à internet e associado a uma conta, um plano e uma rotina de consumo. Para uma operadora, isso cria uma oportunidade interessante: em vez de vender apenas gigabytes, ela pode começar a vender também experiências.
Um plano de celular pode incluir acesso a um jogo, moeda virtual, benefícios dentro de determinados títulos, serviços de cloud gaming ou até assinaturas de plataformas relacionadas ao universo gamer.
O cliente continua comprando conectividade.
Mas passa a perceber que está comprando algo além dela.
