Não se deixe levar por quem lança balões de ensaio via imprensa para tentar contornar o impeachment de ministros do STF. Mais especificamente de um deles: Alexandre de Moraes.
O país já não suporta mais um tribunal que extravasa o seu leito constitucional, e a ação exemplar a ser empreendida com urgência é tirar Moraes do STF. Ele concentra em si os aspectos mais deletérios de uma corte abusiva.
A permanência de Moraes no tribunal é, neste momento, mais danosa do que a de outros ministros, o que não significa atestado de impunidade aos demais suspeitos.
Os balões de ensaio lançados no sentido de substituir o impeachment do interlocutor de Daniel Vorcaro por iniciativas reformistas do Judiciário devem ser abatidos. As duas coisas não são excludentes. São complementares.
É impensável também trocar a anistia a Jair Bolsonaro e a dos implicados no 8 de janeiro pela impunidade do ministro.
Para além da ilegitimidade intrínseca a esse escambo, a liberdade do ex-presidente e de partidários seus é prioridade de bolsonaristas, não da maior parte dos que decidiram votar na oposição a Lula.
