A campanha do presidente Lula (PT) tem apostado na estratégia do confronto cobrando, publicamente, um posicionamento de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o fim da escala 6×1, que deve ser votada nesta quarta-feira (14) no Senado Federal.
Lula vê na proposta da redução da jornada de trabalho a possibilidade de ter um fato político novo para explorar no 2⁰ turno e constranger Flávio, que defende uma proposta alternativa. “Agora é a hora da verdade. O PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores descansarem mais ou se quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”, afirmou o petista.
A estratégia do PT coloca Flávio numa trincheira eleitoral. Caso vote contra, pode perder eleitores que apoiam a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Se votar a favor, pode se desgastar com diversos setores da economia que são contra a proposta discutida no Congresso.
O senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina, acredita que a votação deve ocorrer ainda nesta semana devido a uma pressa do governo pela aprovação e afirmou que ainda não há orientação da bancada do PL para aprovação ou rejeição da proposta. A leitura feita nos bastidores é que o partido de Flávio fará cálculos políticos até o momento da votação para definir um posicionamento.
A votação também é vista como uma espécie de salvação ou último ato de Davi Alcolumbre, na presidência do Senado, para potencializar a campanha de Lula no 2⁰ turno.
