A suspensão de processos relacionados ao Banco Master na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) mantém pedidos da Polícia Federal (PF) e de investigados à espera de decisões judiciais. Segundo investigadores e advogados ouvidos pelo portal g1, a indefinição afeta solicitações para avançar nas apurações e revisar prisões preventivas.
Em 12 de setembro, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou que André Mendonça encaminhasse à presidência da Corte os processos ligados ao caso. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro, coação, vazamento de informações sigilosas e possíveis conexões entre autoridades e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A medida ocorreu durante uma crise institucional no Supremo. Mendonça havia determinado que a PF elaborasse um relatório sobre as relações de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. Aliados de Moraes também acusaram o relator de direcionar as investigações, alegação que Mendonça nega.
Pedidos aguardam definição no STF
Desde a transferência dos processos, a PF manteve análises de materiais e medidas investigativas que já estavam em andamento. Policiais, porém, reconhecem que novas representações dependentes de autorização judicial continuam pendentes. O conteúdo dos pedidos permanece sob sigilo para não comprometer as apurações.
