A retirada integral de um canal de WhatsApp por causa de publicações consideradas irregulares pode configurar censura prévia, na avaliação do comentarista Nelson Kobayashi. Durante o Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (12), ele defendeu a decisão de restabelecer o canal “Exército do Lula” e afirmou que eventuais conteúdos falsos devem ser analisados e removidos individualmente.
“Quando há alguma mensagem ilícita, alguma mensagem de desinformação, a mensagem deve ser retirada. Agora, quando você tira um canal do ar, você está praticando censura prévia”, disse Kobayashi. Para o comentarista, a suspensão de toda a estrutura também impediria a circulação de mensagens de campanha que não apresentassem irregularidades.
Kobayashi acrescentou que, em sua avaliação, a decisão de restabelecimento foi correta tanto no mérito quanto na condução processual. Ele argumentou que o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia analisado a questão anteriormente e seria o responsável por apreciar o caso.
Lucas Mehero faz distinção entre mensagens isoladas e ação organizada
Também durante o programa, o comentarista Lucas Mehero avaliou que o compartilhamento de uma informação falsa, isoladamente, não justificaria necessariamente o bloqueio de um canal inteiro. Para ele, é preciso distinguir publicações pontuais de uma eventual estrutura montada especificamente para disseminar desinformação.
