Entre apostas certeiras e furadas, apresentar jovens pretendentes a craque sempre foi uma das especialidades de PLACAR em seus 56 anos de história. Neste Dia das Crianças, entanto, cabe recordar um curioso caso de gol “sem querer”. Na edição 920, de janeiro de 1988, o repórter Álvaro Almeida e o fotógrafo Lemyr Martins marcaram um encontrio em Porto Alegre com Roberto de Assis Moreira, uma nova joia do Grêmio que acabaria, de fato, tendo sucesso no futebol. O prodígio, porém, faria uma incrível previsão: “Esse é o verdadeiro craque da família”. Ao seu lado na foto estava ninguém menos que o irmão Ronaldo, de 7 anos, que se consagraria como Ronaldinho Gaúcho.
A reportagem “Nasce uma Estrela”, narra os primeiros anos de carreira de Assis, que encanava a torcida gremista desde a base. O futuro agente de Ronaldinho chamou a atenção de olheiros do Torino, que viram nele um potencial sucessor do “maestro” Júnior. Assis chegou a viajar a Turim para um período de testes, mas foi convencido pela diretoria tricolor a permanecer no Sul, com direito a casa nova e um salário de estrela do time.
Da Itália, uma das poucas recordações era a camisa grená do Torino com a qual Assis posou para as lentes de Lemyr Martins. Ao seu lado, Ronaldinho, vestindo a amarelinha da seleção brasileira, exibiu ao país pela primeira vez o sorriso que se tornaria símbolo de magia. Naquela época, seu João, o pai da dupla de craques, ainda era vivo e trabalhava como porteiro do Estádio Olímpico.
