O nível dos oceanos subiu em média 0,3 mm (milímetros por ano) desde o meio dos anos 1990, sendo que ⅔ desse volume vem do derretimento de geleiras, um dos principais efeitos do aquecimento global.
Os dados foram mostrados ao Poder360 pelo cientista sênior da Nasa, Felix Landerer, um dos idealizadores da missão GRACE-FO (Experimento de Recuperação da Gravidade e Clima, na sigla em português), usada para rastrear o movimento de água no planeta ao longo dos anos.
A tecnologia monitora variações no volume de água em grandes aquíferos subterrâneos ao redor do mundo, o derretimento de calotas polares e geleiras, o nível global dos oceanos, a formação de correntes oceânicas e a quantidade de água armazenada em grandes bacias hidrográficas, lagos e rios.
Segundo os dados coletados pela GRACE, o aumento total do nível do mar de 1993 a 2023 foi de 11,1 centímetros. Além do derretimento de geleiras e calotas polares, o outro ⅓ do volume vem de um fenômeno físico da própria água, que se expande termicamente à medida que aumenta a temperatura dos oceanos, o que eleva o nível dos mares.
No caso do derretimento de massas de gelo, a GRACE-FO identificou que a Antártica e a Groenlândia são as regiões mais afetadas pelo aquecimento global.
