A ideia de que robôs são essenciais na rotina dos humanos não passa de um “hype”, afirma Aaron Ames, diretor do Cast (Centro de Sistemas e Tecnologias Autônomas) e do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia).
Especializado em engenharia mecânica e civil, sistemas de controle e dinâmica aeroespacial, Ames controla um laboratório que desenvolve robôs, drones e inteligência artificial autônoma. O projeto conduz principalmente testes em humanóides -robôs que têm aparência e estrutura corporal semelhantes às dos seres humanos.
Esse tipo de produto já é comercializado por startups e empresas de tecnologia, sobretudo na China e nos EUA. É usado em situações que vão de tarefas domésticas e atividades manuais na indústria. No Brasil, é possível encomendar modelos que vão de R$ 37.500 a mais de R$ 600 mil.
Apesar do entusiasmo com as descobertas do CAST, como o 1º robô capaz de desviar de um objeto, Ames defende que os humanóides ainda não indispensáveis aos humanos. O termo “hype”, usado pelo professor, costuma descrever uma expectativa exagerada em torno de um produto, normalmente amplificada pelas redes sociais.
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Ames elogia o trabalho que vem sendo feito pela indústria da robótica, mas avalia que os equipamentos ainda não são “seguros” o suficiente para interação física e implementação em larga escala no cotidiano dos humanos.
