Nesta 2ª feira (12.out.2026), o Brasil celebra o Dia das Crianças. Trata-se de uma data voltada ao comércio, na qual tradicionalmente os familiares dão presentes às crianças. Entre os menores que ficam à margem da celebração estão os que vivem em serviços de acolhimento. A cada ano que passa, a infância vai ficando para trás e as chances de adoção diminuem.
O Brasil tem 6.253 menores de idade à espera de adoção. Os dados são do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O número é muito menor do que a quantidade de pretendentes para adoção. São 31.434 pessoas na fila que manifestaram o desejo de adotar. Isso representa 5 pretendentes para cada criança disponível.
A espera é marcada pela incompatibilidade entre o perfil desejado pelos pretendentes e as características das crianças disponíveis para a adoção. As famílias têm preferência por meninas de até 6 anos sem deficiências.
A identificação entre crianças vulneráveis
O policial Carlos Hogendorp, 34 anos, passou os primeiros anos de vida em uma unidade de acolhimento. Ele foi adotado aos 5 anos por um casal de holandeses. Mudou-se para a terra natal dos pais, onde cresceu e reside atualmente. Visita o Brasil com frequência para realizar trabalhos voluntários em abrigos em Brasília e Goiânia (GO).
Em entrevista ao Poder360, Carlos falou sobre sua visita aos abrigos. Ele relatou que as crianças têm facilidade de contar suas histórias “muito sofridas” por se identificarem.
