A infraestrutura é um dos principais desafios à competitividade do agronegócio brasileiro. Apesar do avanço da produção agrícola e da ampliação da presença do país no mercado internacional, gargalos no transporte, na armazenagem, no fornecimento de energia e na conectividade continuam pressionando os custos de produção e dificultando o escoamento das safras.
As limitações se refletem em diferentes etapas da cadeia produtiva. A insuficiência de armazéns reduz a capacidade dos produtores de escolher o melhor momento para comercializar a colheita. A dependência do transporte rodoviário encarece o deslocamento de grãos e fibras até os portos. Já as deficiências na cobertura de internet e na infraestrutura energética limitam a modernização das propriedades rurais, a expansão da irrigação e a adoção de tecnologias no campo.
Os programas de governo de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam propostas para enfrentar parte desses gargalos, com diferentes ênfases em obras, concessões, financiamento e expansão da infraestrutura. Veja o que cada candidato prevê para o setor.
Em seu programa de governo, Flávio Bolsonaro prevê R$ 900 bilhões em investimentos em infraestrutura de transportes ao longo de quatro anos, abrangendo rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias.
O plano também prevê a criação dos chamados Corredores Logísticos Inteligentes, voltados à integração nacional e à redução dos custos de transporte.
