A queda de popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça o desempenho do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
Em um dos principais sinais de desgaste, Trump voltou ao Texas para tentar fortalecer a candidatura do procurador-geral Ken Paxton ao Senado, em uma disputa na qual o democrata James Talarico aparece à frente nas pesquisas.
O resultado pode influenciar o controle da Casa e a capacidade do presidente de aprovar sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
O fator Texas é crucial para os republicanos. Tradicionalmente favorável ao partido, o estado tornou-se um dos principais focos de preocupação da legenda. Trump venceu o estado por mais de 13 pontos percentuais nas eleições presidenciais de 2024, mas a disputa pelo Senado está mais acirrada do que o esperado.
Talarico chegou a abrir sete pontos de vantagem sobre Paxton em uma pesquisa recente do New York Times.
O cenário levou o chefe da Casa Branca a visitar o estado três vezes em menos de um mês, em uma tentativa de mobilizar sua base eleitoral e impedir que os democratas conquistem uma cadeira mantida pelos republicanos há décadas. O Texas não elege um democrata para o Senado desde 1988.
A dificuldade vai além da competitividade entre os candidatos. A escolha de Paxton, impulsionada pelo presidente nas primárias republicanas, tornou-se um teste para a influência política de Trump.
