A duas semanas do segundo turno, as campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impulsionaram a mobilização digital para tentar reduzir a abstenção de votos e engajar o eleitorado. Agora, uma das principais estratégias são os canais de WhatsApp “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”, criados por aliados dos candidatos à Presidência.
As comunidades são usadas para distribuir conteúdos de campanha, incentivar o compartilhamento de publicações e orientar apoiadores a combater o que consideram notícias falsas. Apesar das semelhanças, os canais têm estratégias próprias na web.
Exército do Lula x Tropa do Flávio; entenda estratégia
Coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o “Exército do Lula” tinha mais de 3 milhões de seguidores até a tarde deste sábado (10/10). Entre as tarefas propostas estão convidar novas pessoas para o canal, curtir e compartilhar vídeos de Lula e ampliar o alcance da campanha no Nordeste.
Na terça-feira (6/10), integrantes da comunicação do Partido Liberal (PL) organizaram uma ação com influenciadores de direita para tentar derrubar o canal. Segundo relatos, representantes do partido participaram de uma videoconferência para coordenar a ofensiva. Depois, alguns acessaram o canal e denunciaram o conteúdo à plataforma.
Criada na terça, a “Tropa do Flávio” foi divulgada pelo senador na quinta-feira (8/10). Até a manhã deste sábado, o canal reunia mais de 1 milhão de seguidores.
