Uma expressão de choro, um sorriso ou uma pequena contração são sinais que Halison do Nascimento Casimiro, 44 anos, tenta interpretar para compreender o filho, Noah Alencar Casimiro, de 1 ano e três meses. O menino tem condições neurológicas e genéticas complexas, não se comunica verbalmente e apresenta limitações importantes de movimento.
Para ajudar a acompanhar suas manifestações, o pai desenvolveu um sistema com inteligência artificial, o Monitor Noah.
Morador de Brasília, empresário e desenvolvedor de software, Halison trabalha com tecnologia desde 2001. A experiência profissional ganhou uma nova finalidade diante da dificuldade de distinguir se um movimento do filho indicava desconforto, uma possível crise epiléptica ou uma reação habitual.
“É muito difícil perceber que seu filho tenta demonstrar algo e não conseguir compreender o que ele precisa”, relata. A ferramenta foi criada para registrar sinais e organizar informações para a família e os profissionais de saúde, mas ainda está em desenvolvimento.
Dos primeiros movimentos ao diagnóstico
Noah nasceu em julho de 2025. Segundo o pai, a gestação transcorreu sem indicação clara da complexidade do quadro, embora, no final, tenha sido identificada uma restrição de crescimento fetal. Ao nascer, o menino apresentou diversas malformações e foi encaminhado diretamente à UTI neonatal, onde permaneceu por quatro meses.
Por volta do primeiro mês de vida, Halison percebeu movimentos repetitivos e involuntários.
