A mansão inglesa onde os britânicos levaram nazistas a revelar seus segredos
HOUGHTON HALL
A Casa dos Segredos de Trent Park faz jus ao nome. A fachada e os salões do térreo dessa elegante mansão no norte de Londres revelam o gosto refinado de sir Philip Sassoon, esteta e grande anfitrião antes da guerra. Mas quem desce ao porão encontra uma história pouco conhecida de espionagem e intrigas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Aviso: este artigo menciona o Holocausto e pode causar desconforto em alguns leitores.
No mês passado, Trent Park abriu as portas ao público pela primeira vez como museu, em reconhecimento a seu papel crucial durante a guerra.
Foi ali que uma equipe monitorou, às escondidas, as conversas de prisioneiros de guerra alemães de alta patente mantidos na mansão. Muitos dos agentes eram refugiados judeus alemães. Os generais nazistas não faziam ideia de que cada palavra sua era captada por microfones. Convencidos de que estavam seguros, deixaram escapar informações vitais que mudaram o curso da guerra.
Uma mansão luxuosa
O político e colecionador de arte sir Philip Sassoon herdou Trent Park em 1912. Na década de 1920, promoveu uma grande remodelação da fachada e dos interiores, seguindo o estilo neogeorgiano, então muito em voga.
O luxo dos salões, onde havia microfones escondidos, ajudou a fazer os generais nazistas se sentirem seguros
James O Davies
"A arquitetura que ele criou é muito elegante, serena e discreta.
'A Casa dos Segredos': a luxuosa mansão usada pelo Reino Unido para espionar generais nazistas e que mudou a história da 2ª Guerra Mundial
