A agenda chegou às redações pela assessoria de imprensa da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Na segunda-feira, 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, às 11h, o candidato participa da “Missa da Equipe Organizadora e Consagração das Partículas”, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília, presidida pelo cardeal Paulo Cezar Costa. O mesmo cardeal que, quatro dias antes, abriu a própria residência para receber o candidato.
Flávio é evangélico. Do outro lado da disputa, Lula deverá passar o feriado no Palácio da Alvorada, apurou a reportagem. Em Aparecida estará o vice, Geraldo Alckmin, que há quatro décadas não falta à festa, devoção que ganhou peso pessoal depois que o filho Thomaz morreu num acidente de helicóptero, em 2015.
A ida de Flávio Bolsonaro à missa é uma estratégia com dois objetivos. O primeiro é enterrar como fake news a ideia de que Flávio retiraria de Aparecida o título de padroeira. E de fato ele nunca disse isso. Quem defende a ideia, com todas as letras, é o bispo JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações, a igreja onde Flávio foi batizado, e seu mentor espiritual. Em _A Bomba_, livro de 2001 obtido pela reportagem, o bispo chama a santa de “figura demoníaca” e pede que o Congresso lhe retire o título, revelado por esta coluna. O segundo objetivo é o voto católico, o terreno em que Flávio está atrás.
