São Paulo - O ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (11/10), na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, teve como principal mote a defesa da democracia e a mobilização em busca dos eleitores ausentes no primeiro turno.
Em discurso ao público do evento, o candidato à Presidência pelo PT disse que o que mais ouviu durante a campanha foram pessoas afirmando que não querem “só comida”, mas também cultura, emprego de qualidade, liberdade e democracia.
“Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja”, afirmou Lula, após fazer críticas à família Bolsonaro.
“Temos agora uma responsabilidade muito grande: tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. […] Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar. Porque 60 anos ou 70 anos não transforma a pessoa em inútil. Se a pessoa não quer votar por ele, ele tem filho, filha, neto, bisneto, e a pátria dele para ele cuidar”, disse Lula.
Também presente no ato, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi outro a citar a defesa da democracia em seu discurso.
“São Paulo não quer ditadura. Nosso ídolo não é o coronel Ustra, nossos ídolos são os estudantes mortos na ditadura: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. São Paulo deu a vida pela Constituição e ninguém vai rasgar a Constituição brasileira”, afirmou, lembrando os nomes dos quatro heróis da Revolução Constitucionalista de 1932.
