As taxas de administração dos fundos de previdência privada podem ter impacto direto no valor acumulado e na renda obtida na aposentadoria por trabalhadores de menor renda, principalmente aqueles que estão na informalidade.
Segundo estudo da Tivio Capital, aportes de R$ 50 ou R$ 200 por mês poderiam alcançar cerca de 38,5 milhões de trabalhadores brasileiros, como motoristas de aplicativos, entregadores e trabalhadores de outros segmentos da economia informal.
O estudo, intitulado “A terceira margem da previdência: Micropensões, planos instituídos e a aritmética do ticket pequeno”, aponta que a ampliação desse tipo de produto enfrenta desafios regulatórios e de escala.
Segundo o estudo, 30 anos de aportes mensais de R$ 50, com retorno real de 4%, acumulam cerca de R$ 34,3 mil (bruto de custos administrativos), o que se converte em aproximadamente R$ 206 por mês ao longo de 20 anos.
O valor corresponde a 13% de um salário mínimo de 2026. Com aportes de R$ 200 mensais, a renda chega a algo próximo de metade de um salário mínimo.
Para Frederico Duarte, relações com investidores de clientes institucionais da Tivio Capital e autor do estudo, a taxa de administração é um fator determinante para que os valores projetados sejam alcançados.
“Para que esses números sejam possíveis na aposentadoria é necessário ter uma taxa de administração baixa nos fundos. Se isso não acontecer, esse sistema não para em pé”, disse.
