A formação de Vaca Muerta, no oeste da Argentina, virou um dos principais destinos de investimentos durante o governo de Javier Milei
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Em meio à intensa agenda da Assembleia Geral das Nações Unidas no fim de setembro, Argentina e Estados Unidos assinaram um acordo de investimento de quase US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36,5 bilhões). O acordo pode ter passado despercebido por outros países, mas teve peso para os dois envolvidos.
O acordo, chamado Corredor Andes-Atlântico, foi apresentado no Consulado-Geral da Argentina em Nova York pelo ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, e pelo subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau.
Segundo o governo americano e porta-vozes do presidente argentino, Javier Milei, o principal objetivo é melhorar a infraestrutura de rodovias, portos e ferrovias da Argentina para facilitar a exportação de minerais, petróleo e gás.
E, de acordo com o comunicado conjunto divulgado após a assinatura do acordo, o corredor buscará "facilitar o investimento público e privado em transporte, energia e infraestrutura digital" e consolidar os EUA como "um parceiro fundamental para a Argentina em infraestrutura e investimento".
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Para analistas e especialistas, o anúncio reforça o apoio a Milei em pleno ano eleitoral e faz parte da disputa dos EUA com a China por espaço nos setores produtivos argentinos.
Corredor Andes-Atlântico: o que se sabe sobre o ambicioso projeto dos EUA para acessar recursos estratégicos da Argentina (e competir com a China)
