O calor extremo está associado a riscos durante a gravidez, como parto prematuro, baixo peso ao nascer, morte do bebê antes do nascimento e complicações na saúde da gestante.
O alerta foi feito pelo chefe do órgão de ação climática da Organização das Nações Unidas (ONU), Simon Stiell, que pediu aos países a inclusão da saúde materna e dos recém-nascidos nos planos de enfrentamento da crise climática.
Stiell apresentou a preocupação em 5/10, durante um evento organizado pela fundação Wellcome em Fiji, antes da COP31, conferência do clima prevista para novembro, em Antalya, na Turquia.
Segundo o dirigente, a proteção da gravidez e do parto precisa acompanhar o avanço das temperaturas.“Temperaturas em alta significam perigo em alta na gravidez”, afirmou, conforme o comunicado da ONU.
Aumento das complicações na gravidez
Durante o encontro, foram apresentados os resultados de uma pesquisa encomendada pela fundação Wellcome com profissionais de saúde materna de cinco países.
Entre os entrevistados, 73% relataram ter observado, nos últimos cinco anos, um aumento das complicações de saúde relacionados ao calor.
Além disso, 81% afirmaram estar preocupados ou muito preocupados com o aumento dos riscos do calor extremo para a saúde das gestantes, dos bebês ainda no útero e dos recém-nascidos, caso as medidas de proteção não sejam ampliadas.
