O governo Lula está te enganando e criou um verdadeiro cavalo de Troia para toda a sociedade brasileira: empresas do setor de combustíveis, transportadoras, consumidores e, em última instância, todos os brasileiros. Vamos compreender o que está acontecendo com os preços dos combustíveis, com a Petrobras, com as contas públicas e, por fim, com as suas contas do dia a dia. Para isso, utilizarei exclusivamente dados primários da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Banco Central e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a comparação internacional dos preços dos combustíveis, utilizarei os dados da plataforma GlobalPetrolPrices.
Segundo a metodologia do IBGE, uma variação de 1% no preço dos combustíveis pode provocar um impacto direto estimado de 0,06 ponto porcentual no IPCA. Quando acrescentamos os efeitos indiretos sobre os custos de transporte, produção e distribuição, estimados em mais 0,02 ponto porcentual, o impacto total pode chegar a 0,08 ponto porcentual, tanto em caso de aumento quanto de redução dos preços. Esse efeito ganha ainda mais relevância diante de uma inflação que permanece elevada. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou 4,58%, superando a meta oficial de 3% ao ano e ultrapassando, inclusive, o limite superior de tolerância de 4,5%.
Você pode até pensar que os combustíveis estão entre os grandes vilões da inflação.
