A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste domingo (11.out.2026) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que determinou a, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. A medida atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
Em manifestação depois da decisão, a campanha afirmou que a medida causa “estranheza e revolta” e informou que avalia os recursos cabíveis. A equipe petista considera que Kassio prejudicou a mobilização digital de apoiadores de Lula ao determinar a retirada do canal do ar. Segundo aliados do presidente, o ministro “atropelou” o processo.
A decisão se soma a outro revés. No sábado (10.out), o TSE agiu para barrar uma peça da campanha de Lula que associava o deputado Alfredo Gaspar a estupro.
Antes da decisão, em conversa com jornalistas no QG de Lula, no Lago Sul, em Brasília, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, já havia criticado a ação do adversário. A coletiva reuniu jornalistas e também teve a participação do ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) -um dos porta-vozes da campanha.
“É um grande absurdo eles entrarem nisso, uma demonstração de medo e uma demonstração para a gente ver de que lado está”, disse Sidônio.
O ministro afirmou que o grupo de apoiadores de Lula tinha 3,2 milhões de pessoas na véspera e deve crescer.
