A polícia da Índia deteve centenas de manifestantes em Nova Délhi pelo segundo dia consecutivo neste domingo (11), enquanto protestos esporádicos exigiam a renúncia do chefe da autoridade eleitoral do país.
Simultaneamente, um tribunal ordenou a libertação de Abhijeet Dipke, fundador do “movimento das baratas”, e de dois outros líderes importantes do grupo.
Dipke e os demais líderes do CJP (Cockroach Janta Party), um movimento de protesto juvenil de âmbito nacional, foram detidos no sábado (10), assim que seu avião pousou em Délhi, no momento em que o grupo planejava reunir milhares de pessoas em Jantar Mantar, no centro da cidade.
O tribunal ordenou a libertação deles mediante o compromisso de “manter a ordem pública”, informou o CJP em comunicado.
O movimento juvenil, que tem mobilizado protestos nos últimos meses em torno de diversas questões, desde a infraestrutura de escolas públicas até a oferta de empregos para jovens, representa um dos maiores desafios políticos para o primeiro-ministro Narendra Modi e seu partido, o BJP (Bharatiya Janata Party ), em seus 12 anos no poder.
Os manifestantes exigem a renúncia do comissário-chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, devido a uma revisão das listas de eleitores que, segundo críticos, beneficia desproporcionalmente Modi.
