Um mundo que deve ver seu crescimento econômico desacelerar nos próximos meses, em um momento turbulento marcado por guerras, disputas geopolíticas comerciais entre as maiores potências, inflação em alta para energia e alimentos e elevadas taxas de juros, que impedem a expansão da economia em diversos países. É neste cenário que o Fundo Monetário Internacional (FMI) promove, a partir desta segunda-feira, 12, sua reunião anual com ministros da Economia e presidentes de bancos centrais.
Ao todo, lideranças de 191 países se reunião em Bangcoc, na Tailândia, cidade que vem sofrendo com fortes chuvas, enchentes e alagamentos nos últimos dias. O evento termina no dia 18 de outubro.
Em pleno período eleitoral no Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, não deve participar do encontro. Representarão o país o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro, e o diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central (BC), Paulo Picchetti.
“Rendimentos elevados estão inflando a conta de juros em um momento de restrições orçamentárias e prioridades concorrentes, incluindo defesa”, alertou a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, em discurso em Singapura na quarta-feira 7.
De acordo com projeções do FMI, a dívida pública global deve superar 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030.
