Os eleitores israelenses vão às urnas no dia 27 de outubro para escolher o próximo governo do país, na primeira eleição desde o ataque do Hamas em 2023 e em meio à instabilidade causada por conflitos na região. O principal adversário do premiê Benjamin Netanyahu na disputa é Gadi Eisenkot, um ex-chefe das Forças de Defesa de Israel que perdeu três familiares na guerra em Gaza.
Eisenkot era ministro do governo Netanyahu e integrava o gabinete de guerra até 2024. Após um ano de conflito, o ex-chefe militar deixou o governo e passou a criticar sua conduta por falta de uma estratégia clara para Gaza. Em seguida, fundou o Yashar, o partido de centro-direita que disputa a liderança das pesquisas com o Likud, partido de direita de Netanyahu.
Eisenkot tem ganhado espaço por sua legitimidade nos discursos contra as ações de Netanyahu no campo militar e os impactos diretos em sua vida pessoal.
O filho dele, Gal Eisenkot, de 25 anos, era soldado do 699º Batalhão da 551ª Brigada de Comando de Reserva e morreu em combate no norte de Gaza, após o início do conflito contra o Hamas, segundo as Forças de Defesa de Israel.
“Nós continuaremos sendo uma família unida e feliz para que o seu sacrifício não tenha sido em vão”, afirmou Eisenkot durante o funeral do filho.
