Muito antes dos videogames e das telas, uma das principais brincadeiras ficava bem na porta de casa, no asfalto quente da rua. Nas décadas de 1950 e 1960, enquanto o asfalto começava a cobrir as vias de terra das capitais, um movimento espontâneo de criatividade tomou conta dos bairros.
Sem brinquedos sofisticados nas prateleiras, garotos e garotas usavam a imaginação para construir seus próprios veículos. Foi assim que nasceu o carrinho de rolimã, uma invenção simples que transformou qualquer ladeira em pista de corrida e marcou época com o som inconfundível de suas rodas metálicas.
O roncado de aço que virou música pelas ruas
A magia do rolimã começou a ganhar vida com o crescimento das fábricas e das oficinas mecânicas no país. Aquelas pequenas peças de aço circulares usadas em motores, que acabavam descartadas no lixo, viraram o maior tesouro da garotada.
Historiadores e saudosistas lembram que o nome “rolimã“ veio do jeito carinhoso como os brasileiros adaptaram o termo francês roulement à billes, que significa rolamento de esferas. Fixados em eixos de madeira, esses quatro rolamentos faziam o carrinho deslizar quase voando pelo asfalto, criando aquele barulho marcante que avisava a vizinhança inteira que a brincadeira já tinha começado.
Pet e bebê sozinhos?
