Neste sábado, 10, o ministro Marco Aurélio Bellizze, juiz auxiliar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou o prazo de 48 horas para que a Meta preste esclarecimentos sobre a eventual restrição seletiva a posts da campanha de Lula, acusação feita pelo PT.
De acordo com o despacho, a Meta terá de preservar todos os registros, logs de moderação, dados de anúncios e métricas relacionados ao caso. Também deverá informar, perfil a perfil, todas as medidas aplicadas desde 16 de agosto às contas oficiais de Lula e de terceiros, incluindo redução de alcance, exclusão de sistemas de recomendação e restrição de busca. A empresa ainda terá de explicar as anomalias nas métricas dos vídeos publicados em 7 de outubro, inclusive se houve recontagem ou expurgo de visualizações.
O TSE também exige que a Meta especifique o motivo da desabilitação da conta de anúncios da campanha, em 23 de setembro, e informe se identificou uma suposta rede de 255 perfis gerenciados por inteligência artificial para atacar a campanha de Lula e quais providências adotou. Por fim, a plataforma deverá explicar como aplica a regra de exclusão dos perfis de candidatos dos sistemas de recomendação e esclarecer se o procedimento é idêntico para as duas candidaturas.
O tribunal também oficiou a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para apresentarem a metodologia de seus levantamentos, as peças utilizadas pela campanha de Lula para ingressar com a acusação.
