A Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, na sigla em português) vai demorar no mínimo mais 10 anos para concluir se houve ou se há vida em Marte. A avaliação é do cientista John Callas, que lidera o projeto do Rover de Exploração Perseverance, lançado em julho de 2020 e em operação no solo marciano desde fevereiro de 2018.
O objetivo da missão é coletar e armazenar amostras de rochas e do solo, que serão posteriormente analisadas para verificar se há condições de vida no planeta vizinho da Terra. A Nasa, no entanto, ainda trabalha para desenvolver a missão que trará de volta os materiais, uma operação considerada de alta complexidade.
Callas avalia que a missão é “complicada e desafiadora” porque envolve uma série de etapas: pousar em Marte, recuperar as amostras, voltar à órbita e retornar à Terra.
“Estamos explorando opções como pousar com pequenos rovers para buscar as amostras ou utilizar helicópteros para recolhê-las. Há até a possibilidade de enviar humanos para resgatá-las”, disse o cientista ao Poder360 durante visita deste jornal digital ao JPL (Jet Propulsion Lab), uma das sedes da Nasa em Pasadena, Califórnia.
Segundo Callas, há uma janela favorável de lançamentos para Marte que surge a cada 2 anos.
