Um estudo conduzido pela Universidade de Oxford, da Inglaterra, diz que os animais podem ter surgido até 200 milhões de anos antes do que indica uma teoria amplamente aceita pela ciência. A pesquisa, que acaba de ser publicada na revista Science Advances, inclui cientistas da Universidade da Califórnia e de Yale, dos Estados Unidos, e do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, da Suíça.
A suposição se baseia na análise de microfósseis excepcionalmente bem preservados da Biota de Kheseen, na Mongólia. Os pesquisadores tiveram acesso a mais de 140 amostras, incluindo algumas de localidades anteriormente não documentadas, e utilizaram microscopia eletrônica de varredura para a pesquisa.
Isso revelou novas espécies de microfósseis, incluindo acritarcos (pequenos organismos esféricos com espinhos e projeções ramificadas), além de fósseis semelhantes a embriões contendo células internas. Os cientistas afirmam que o material tem um nível de preservação acima da média e que nenhum dos fósseis pode ser descrito como sendo de um animal.
Mesmo assim, o novo estudo coloca em xeque noções anteriores, que tinham como base a Biota de Weng'an, na China. Essa localidade também preserva organismos microscópicos com detalhes surpreendentes, mas nenhum corresponde a animais.
Novo estudo diz que os animais podem ter surgido muito antes do que pensávamos
