Durante um encontro que antecede a conferência do clima COP31, marcada para novembro, o chefe do órgão de ação climática da ONU (UNFCCC) frisou que devemos pensar seriamente sobre gestação em tempos de crise climática.
“Temperaturas em alta significam perigo em alta na gravidez”, disse Simon Stiell, segundo comunicado. Ele frisou que o calor extremo durante a gestação está cada vez mais ligado a problemas como parto prematuro, natimortalidade, baixo peso ao nascer e complicações maternas.
Simon Stiell também apresentou dados de uma pesquisa encomendada pela Wellcome com profissionais de saúde materna em cinco países de cinco continentes. Cerca de 73% relataram que casos ou complicações ligados ao calor aumentaram nos últimos cinco anos. Além disso, 81% se mostraram preocupados ou muito preocupados com a falta de ações referentes aos riscos que o calor extremo pode trazer para a saúde materna, fetal e neonatal. E quase todos os respondentes já atenderam pelo menos uma gestante ou um bebê cuja saúde foi afetada pelo calor extremo.
O chefe da UNFCCC também enfatizou que os riscos e impactos não são iguais para todas as gestantes. Citou pessoas que trabalham ao ar livre, vivem em moradias precárias, viajam longas distâncias até uma clínica ou dependem de unidades sem água, energia ou refrigeração, dizendo que elas “não podem ser protegidas apenas com recomendações”.
“Um parto seguro já é, com frequência, determinado por geografia, renda e acesso ao cuidado.
