“Quem canta, os males espanta” é um ditado conhecido por muita gente. E, o mais curioso, não é que ele tem o seu teor de verdade cientificamente comprovado? A novidade da vez é que escutar a sua música preferida ajuda a aliviar o desconforto de procedimentos clínicos, como a inserção de um cateter (coisa “básica”). Isso é o que revela um estudo publicado na revista Frontiers in Pain Research em 8 de outubro.
Embora diferentes intervenções musicais já tenham sido relatadas como auxiliares no alívio da dor e do estresse, os pesquisadores da Universidade de Zurique (Suíça) perceberam que cada paciente responde de uma maneira diferente. Foi aí que eles testaram diferentes gêneros: Mozart (sim, bem específica), música relaxante e, por fim, foram “à pedido do freguês”, ou melhor, a predileta do paciente. O método mais eficaz acabou sendo esse último.
Dançar conforme a música
Cerca de 204 pacientes voluntários foram submetidos a uma ressonância magnética dos seus cérebro, coluna vertebral e pescoço. O procedimento que os pesquisadores decidiram fazer neles foi o de inserir um contraste em suas veias por meio de cânula. Acredito que você, leitor da GALILEU, já entendeu que não era algo simples, mas sim doloroso.
E sempre há os heróis que se sacrificam pelo prol dos demais. Obviamente ninguém morreu ou foi sorteado como na franquia Jogos Vorazes para integrar a pesquisa, mas uns precisaram sofrer mais do que os outros.
Ouvir sua música preferida pode diminuir a dor de procedimentos médicos
