A direita ampliou sua presença no Congresso Nacional nas eleições de 2026, impulsionada principalmente pelo desempenho do PL, enquanto parte dos partidos associados ao Centrão perdeu espaço. A nova distribuição de cadeiras, válida a partir de 2027, deverá alterar a formação de maiorias na Câmara dos Deputados e no Senado, independentemente de quem vencer o segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar do crescimento, as legendas identificadas com a direita não terão, sozinhas, votos suficientes para aprovar propostas de emenda à Constituição ou definir o comando das duas Casas. Também dependerão de apoios adicionais para avançar em iniciativas como processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo levantamento apresentado pela Jovem Pan, PL, Novo e Missão terão, juntos, 132 deputados federais e 31 senadores. Já o conjunto de partidos frequentemente associados ao Centrão, entre eles União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB e Podemos, reunirá 257 deputados e 34 senadores. Esses grupos, no entanto, não atuam necessariamente como blocos fechados em todas as votações.
Perdas do Centrão e avaliação de Kassab
Entre os resultados que mudam o equilíbrio de forças está a redução da bancada da federação formada por União Brasil e PP na Câmara. No Senado, o PSD passa de 13 para cinco cadeiras, de acordo com os números apresentados na reportagem.
