Você recebe uma mensagem do seu banco informando que uma compra suspeita foi realizada em seu cartão. O texto está bem escrito, apresenta o logotipo da instituição, utiliza seu nome e oferece um link para cancelar imediatamente a transação. Tudo parece legítimo. Preocupado com a possibilidade de perder dinheiro, você clica no endereço indicado e informa seus dados para confirmar sua identidade. Em poucos segundos, aquilo que parecia uma medida de segurança se transforma em um golpe. Esse é um exemplo de como a inteligência artificial está tornando as fraudes digitais cada vez mais convincentes.
O chamado phishing é uma técnica utilizada por criminosos para enganar pessoas e obter informações confidenciais, como senhas, dados bancários, números de cartões e códigos de autenticação. O golpe geralmente começa com uma mensagem que simula uma comunicação legítima de bancos, empresas, lojas ou órgãos públicos. A diferença é que, com a inteligência artificial, essas abordagens podem ser produzidas rapidamente, personalizadas e adaptadas ao perfil de cada vítima.
A principal mudança está na qualidade das mensagens. Erros de português, frases mal construídas e comunicações genéricas, que antes ajudavam a identificar algumas tentativas de fraude, estão deixando de ser sinais confiáveis. Ferramentas de IA conseguem elaborar textos profissionais, utilizar uma linguagem semelhante à das empresas e criar diferentes versões de uma mesma mensagem em poucos segundos.
