Assim como cidades nunca dormem, nosso organismo produz energia, transporta substâncias e renova estruturas sem interromper suas atividades. Toda essa movimentação, porém, gera pequenas “faíscas” químicas -moléculas reativas que, em excesso, podem danificar componentes das células. E, com isso, contribuir para o desgaste associado ao envelhecimento e a diferentes doenças.
Para manter esse sistema em equilíbrio, o corpo conta com uma espécie de equipe permanente de manutenção. Essa equipe é formada por diferentes mecanismos antioxidantes.
Entre seus integrantes menos perceptíveis estão os peptídeos antioxidantes. Esses peptídeos são pequenas sequências de aminoácidos que podem ser encontradas ou liberadas a partir das proteínas dos alimentos ou obtidas por processos de síntese e design racional.
Nos últimos anos, o tema vem despertando o interesse da ciência pela capacidade de aplicações tanto na saúde como no envelhecimento.
No Laboratório de Sistemas Complexos, do Departamento de Química, da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) publicamos um estudo na American Chemical Society. Nele, descrevemos o emprego da Inteligência Artificial Explicável para identificar, classificar e interpretar sequências de peptídeos com potencial atividade antioxidante.
Alguns desses peptídeos apresentam propriedades antioxidantes e podem atuar sobre diferentes componentes dos processos oxidativos.
A alimentação constitui uma fonte importante de peptídeos bioativos.
