A difícil situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final das eleições deste ano se deve, fundamentalmente, à própria incapacidade do chefe do Executivo de aprender com os erros e de tirar lições depois de uma vitória muito apertada no pleito de 2022. A avaliação é do jornal Folha de S.Paulo, em editorial publicado neste domingo, 11, a duas semanas do segundo turno.
Segundo a Folha, na política, “a capacidade de extrair lições das derrotas e também das vitórias distingue os bons competidores dos comuns”, mas Lula “nada aprendeu com o triunfo de 2022”.
“Se o mandato do petista eleito era exatamente igual, no papel, aos outros dois que conquistara no início do século, na realidade era muito diferente. Lula sobrepujou o incumbente, Jair Bolsonaro (PL), por um fiapo correspondente a 1,8% dos votos”, observa o jornal.
Sem o apoio de lideranças e eleitores de centro, diz a Folha, “que em outros pleitos e no primeiro turno de 2022 eram críticos ao PT, Lula não teria passado os últimos quatro anos no Palácio do Planalto”.
“A sociedade brasileira também estava modificada duas décadas depois da primeira posse do petista. Era patente a intolerância com as aventuras do intervencionismo estatal após a catástrofe recessiva perpetrada pela administração Dilma Rousseff (PT)”, afirma a publicação.
Segundo o editorial, Lula e o PT “não atentaram aos alertas”.
