Parece uma brincadeira inocente: cola, corante, um pouco de ativador e pronto, você tem um slime, nome da massa elástica e gelatinosa que virou febre entre as crianças. Mas algumas receitas populares na internet podem esconder ingredientes que exigem atenção. É o caso do bórax, também chamado de borato de sódio, e do ácido bórico. Eles ajudam a formar a textura elástica característica do material.
O alerta ganhou força com a atualização recente da lista de substâncias proibidas em cosméticos e produtos de higiene pessoal pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A RDC 1.030 de 2026 incluiu ácido bórico, óxido bórico e diversos boratos, como o bórax. “A mudança acompanha regras do Mercosul e referências regulatórias internacionais, e considera evidências toxicológicas acumuladas, sobretudo relacionadas à reprodução e ao desenvolvimento”, disse a farmacêutica Karina Soeiro, mestre em Ciências Farmacêuticas e pesquisadora na área de desenvolvimento de cosméticos.
A Sociedade Brasileira de Pediatria considerou potencialmente perigosa a manipulação de produtos químicos para produzir slime e recomenda que crianças não manipulem compostos de boro, como bórax e ácido bórico. A Anvisa também declarou que o uso do bórax como ativador do brinquedo não é uma finalidade regulamentada pela agência. A substância é autorizada para outras finalidades, como em fertilizantes, produtos de limpeza e até mesmo em medicamentos.
