A ampla operação do DHS (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos) contra fraudes eleitorais utilizou dezenas de milhões de registros, examinou minuciosamente dezenas de grupos sem fins lucrativos de registro de eleitores e considerou o envio de agentes infiltrados para investigar organizações suspeitas de ajudar não cidadãos a se registrarem para votar, segundo documentos internos recém-obtidos pela CNN.
Os registros, divulgados na quarta-feira (7) pela organização de defesa de direitos Democracy Forward, oferecem um panorama detalhado de uma das frentes da crescente campanha da administração Trump pela integridade eleitoral, uma iniciativa que mobilizou investigadores federais, bancos de dados de imigração e registros de eleitores na tentativa de identificar não cidadãos suspeitos de se registrarem ou votarem ilegalmente.
A HSI (Setor de investigações do Departamento de Segurança Interna), a divisão de investigações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), descreveu a empreitada como uma iniciativa nacional realizada em etapas, envolvendo a obtenção de listas de eleitores, análise de dados, pistas investigativas e investigações de campo.
A operação baseou-se em volumes de dados extraordinariamente grandes.
