Juan Omar Sixto afirma que ele e seus colegas estão prontos para 'ir fazer negócios em Cuba imediatamente'
BBC
Na suntuosa mansão com vista para a baía de Biscayne de um dos cirurgiões plásticos de maior prestígio de Miami, nos Estados Unidos, reúnem-se algumas da famílias cubano-americanas mais ricas da Flórida.
Eles estão ali para debater o futuro de Cuba, na quarta reunião da recém-criada Câmara Nacional de Comércio Cubano-Americana (Cancc, na sigla em inglês).
Com um copo de rum na mão e um Rolex no pulso, esta é a velha aristocracia de Miami.
Pessoas com sobrenomes cubano-americanos muito conhecidos, como Bacardí e Babún, conversam em torno da piscina sobre o lamentável estado da economia da ilha e compartilham fofocas sobre os últimos acontecimentos políticos.
"A intenção desta noite é reunir sob o mesmo teto os empresários cubano-americanos mais destacados do condado de Miami-Dade", explica Juan Omar Sixto, presidente da Cancc.
"O objetivo é estar em Cuba assim que cair o regime", segundo ele. E seus convidados estão convencidos de que este momento está chegando.
Esta influente comunidade de exilados cubanos odeia o governo comunista da ilha, desde que o líder revolucionário Fidel Castro (1926-2016) expropriou suas terras e nacionalizou as empresas das suas famílias, ao tomar o poder em Cuba em 1959.
Ao longo dos anos, eles usaram sua influência política e econômica na Flórida para moldar as políticas de Washington em relação ao seu país de origem.
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