A morte do cantor Renato Russo (1960-1996) completa 30 anos neste domingo (11), e a data relembra a importância do vocalista do Legião Urbana para o cenário musical brasileiro da época e da atualidade.
No ano de sua morte, a esposa de Dado Villa-Lobos, 61, Fernanda, contou à Folha de S. Paulo que, no último dia de vida de Renato Russo, Dado o visitou e o encontrou “definhando” em seu quarto, sem comer, se levantar ou falar.
O também integrante do Legião Urbana contou que foi ao apartamento do amigo após ouvir boatos de que ele teria se suicidado. Quando chegou ao local, encontrou o pai de Renato Russo, que tinha o mesmo nome que o filho, chorando e pedindo ajuda.
“Ele não comia mais nada. Estava um trapinho, mal conseguia andar”, contou Fernanda à Folha de S.Paulo. De acordo com ela, o processo de depressão de Renato começou após as gravações do último disco da banda, “A Tempestade” (1996).
Alguns dias depois, Dado recebeu a notícia da partida do vocalista do Legião.
“Não podíamos imaginar que ele fosse morrer agora. Pensávamos que ele resistiria. Ele já havia passado por tanta coisa difícil e tinha sobrevivido”, disse Fernanda.
Ícone da música
Em 2025, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) realizou um levantamento especial sobre a produção do artista. Ao longo de sua carreira, Renato Russo acumulou 157 obras e 327 fonogramas, incluindo clássicos que seguem inspirando diferentes gerações.
