A síndrome do intestino irritável afeta entre 5% e 10% da população mundial, sendo considerada o quadro mais frequente na gastroenterologia. O tratamento da condição vai além dos medicamentos e envolve atenção ao aspecto emocional, à qualidade do sono e à prática de atividade física.
De acordo com Flavio Steinwurz, mestre do Colégio Americano de Gastroenterologia, e Arthur Danila, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que participaram do CNN Sinais Vitais, a síndrome apresenta uma relação bidirecional com fatores emocionais.
Ou seja, as repercussões emocionais podem agravar os sintomas intestinais, assim como os sintomas físicos podem intensificar quadros de ansiedade e depressão.
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Abordagem psicológica e psiquiátrica no tratamento
Segundo Arthur Danila, existem abordagens não farmacológicas para o manejo de sintomas ansiosos e depressivos associados à síndrome.
A mais estudada delas é a terapia cognitivo-comportamental, uma forma de psicoterapia que auxilia o paciente a reconhecer emoções, pensamentos e comportamentos que influenciam diretamente os sintomas.
“Isso pode ser conduzido de uma maneira organizada, estruturada em psicoterapias”, afirmou.
